Quinta-feira, Maio 25, 2006

by NELSON NATALINO


Pausa para leitura




Nada como ler um amigo... É bom. Não. É muito bom.

Todas as Festas felizes demais...

Fabio Danesi Rossi. FDR.



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Segunda-feira, Maio 15, 2006

by NELSON NATALINO


Greve de Fome encerrada

Afinal, greve de fome é coisa de gente Gandhi. Não é para um Garotinho qualquer...






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Sexta-feira, Maio 12, 2006

by NELSON NATALINO


mãe...


Se num pesadelo,eu acordar assustado,
sua mão não virá acariciar-me
Não.
Mas sua alma certamente virá em meu socorro tentando abrandar minha ansiedade até que cesse a disritmia.
Não lhe comprarei presentes caros hoje.
Uma rosa basta.
Desde de que nela deposite todo meu amor.
E de qualquer lugar a dedique.
Não terei seu largo e franco sorriso, que o tenho guardado na lembrança
E seu amor, que o tive por toda vida e até hoje é uma chama acesa no centro do coração
Sei que os anjos que te rodeiam estão felizes hoje.
Como fui eu feliz um dia.
Mãe, a você,
uma rosa com muito amor.

Recados:

A todas as mães: que amem seus filhos

A todos os filhos: que cultuem o amor a suas mães e a ela dediquem cada segundo de sua existência...




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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

by NELSON NATALINO


Carta de um leitor publicada no Jornal Zero Hora/RS

Concurso:

"Não pude me inscrever para o concurso público municipal de serviços gerais, pois não tinha segundo grau.
Pergunto se é engraçado ou desgraçado o país em que se exige segundo grau para um varredor de rua e não se exige o primeiro grau para ser presidente."

E agora?

- Que país é esse, hein ?



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Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

by NELSON NATALINO



Escancaro meu coração para esta cidade...(Revisitando)

Parabéns, São Paulo...

São Paulo que verdadeiramente eu amo.

O corre-corre, essa mistura de raças, de sotaques, de credos. Essa pressa de viver e de morrer. Sangues e amores, aristocracia e miséria, pratos, doces.
São Paulo do meu Corinthians, um time que nasceu à luz de lampião no no bairro Bom Retiro .

O Pacaembú, o Morumbí.O largo São Francisco da Faculdade onde estudou o baiano Castro Alves. A esquina que o outro poeta baiano - Caetano - cantou. A favela. A periferia. A Paulista, A Luz.O Brás.

O Jaçanã... - aquele Jaçanã do trem das 11. - Ah! Adoniran, quanta saudade de quando você ia receber seus direitos autorais lá na Quintino Bocaiuva e depois sentava na Relojoaria Regina tirava o chapéu, e começava um papo sempre da mesma maneira;- Dá um cigarro aí, moleque.- Pois é, velho, hoje eu larguei o cigarro e você a vida. A sua benção paulistana aí do céu!

A Sé. Rua Direita, o mercado, o Tietê (que dó), Ibirapuera, Jardins, o MASP, o Arena...

Tantos cantinhos desta cidade por falar, mas hoje, um especial há de ser lembrado. Onde tudo começou. O Páteo do Colégio.
Um dia me sentei lá num banco, olhei aquele muro comido por quatrocentos e tantos anos e fiquei imaginando os indios e os jesuitas ali, trabalhando arduamente, colocando pedra por pedra, cercados por um imenso verde, próximo daquele vale.

Indios e padres. E uma imensidâo verde.

Ouviam pássaros e o vento. Catavam estrelas com as mãos.As mesmas mãos que carregavam as pedras e cortavam as árvores para construir uma pequena igreja.

Eles não sabiam que ali, com suas mãos estavam iniciando uma das maiores metrópoles do mundo! Eles não sabiam que estavam ali em poucas pessoas, preparando a vida de milhôes outras de pessoas que pisariam aquele mesmo solo nos próximos séculos. O solo sagrado de São Paulo de Piratininga, onde eu nasci, vivi e certamente vou morrer. Mas enquanto vivo, vou aqui morrendo de amores por esta terra cinzentamente linda, da garoa e do trabalho.

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Pouca gente sabe...Mas o Sinaleiro Amarelo nasceu num dos cruzamentos desta cidade. Tudo começou assim:

"O motivo? O sinaleiro estava amarelo e eu parei o carro. Era manhã de segunda feira Eu olhei para frente e o sinaleiro estava mudando do verde para o amarelo. O guarda que comanda o trânsito na esquina da Prestes Maia com a Senador Queiróz estava com um "jeitão" todo especial.
O talão de multas não estava na sua mão e ele estava com cara de bons amigos.
Eu passaria tranqüilamente com o sinaleiro amarelo, sem maiores conseqüências, mas eu resolvi parar. Era cedo ainda e a música da FM era tranqüila... um programa matinal de música erudita que estava apresentando um recital de cravo.
A musica me transmitia paz interior e por esse motivo, eu não ia pisar no acelerador do carro como um doido varrido somente para ganhar uns minutinhos.

...Pelo meu lado direito aproximou-se então um negrinho com um baldinho de água e um rodinho para "limpar" o pára-brisas.

Eu odeio negrinhos de baldinhos e rodinhos limpando pára-brisas do meu carro na esquina da Prestes Maia com a Senador Queiroz. Não que eu tenha algo contra os negrinhos, não ! Se fosse um branquinho, eu odiaria um branquinho de baldinho e rodinho
limpando o meu pára-brisas na esquina da Prestes Maia com a Senador ou em qualquer droga de esquina da cidade. Também não é pela gorjeta que teria que dar. Não. É claro que não!
Mas é que a água e o rodinho estão tão sujos que quando a água seca, o pára-brisas do carro fica todo marcado e seboso.
Eu não consigo andar com o pára-brisas do carro marcado e seboso!!!
Então o que acontece é que além da gorjeta eu sou obrigado a deixar o carro no posto para lavar por causa do maldito baldinho, da maldita água suja e do maldito rodinho!
E todas as vezes que eu preciso deixar o carro no posto eu fico nervoso. Quer saber por que?"

Você acaba de ler trechos do livro - O Sinaleiro Amarelo e outras rabularias - publicado em 1999, e que em janeiro de 2003 daria o nome a este blog. O livro nesse trecho, conta uma cena típica da cidade de São Paulo.



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Sábado, Janeiro 14, 2006

by NELSON NATALINO


O mistério da escada


Cidade de Santa Fé, estado do Novo México, Estados Unidos. Lá, um mistério que já dura 130 anos atrai fiéis e turistas. Destino: Capela Loretto.

Cerca de 250 mil visitantes por ano procuram a capela em busca de uma resposta. O que torna a capela diferente de todas as outras é que o personagem do suposto milagre ocorrido nela é uma escada.

"Pode ser que exista algo de milagroso, porque a escada foi construída em pouco tempo, com pouco equipamento", explica uma visitante.

Quando a capela ficou pronta, no fim do século 19, as freiras sentiram falta de uma escada que as levasse até o pavimento superior. Elas passaram nove dias rezando para São José, que era carpinteiro.

Um desconhecido bateu na porta da capela no último dia. Disse que era carpinteiro e que poderia dar conta da tarefa. Ele construiu, sem ajuda de ninguém, a escada que é considerada um prodígio de carpintaria: ninguém sabecomo ela ficou de pé.

A escada não tem um suporte central.


Depois, o carpinteiro - que não usou prego nem cola para construir a escada - sumiu sem deixar vestígios.

Nem esperou para receber o pagamento.

Uma lenda nasceu na cidade de Santa Fé, que passou a acreditar que o carpinteiro na verdade era São José, enviado por Jesus para atender as súplicas das feiras.
Desde então, a escada passou a ser chamada de "milagrosa", e virou ponto de peregrinação e atração turística.

"Há três mistérios aqui. O primeiro mistério é que não se sabe, até hoje, quem é o homem que construiu a escada, a portas fechadas.

Segundo mistério: arquitetos, engenheiros e cientistas dizem que não entendem como a escada se equilibra.

E o terceiro mistério: de onde veio a madeira? Já fizeram análises e não existe nada parecido em toda a região", explica o porta-voz da igreja.


Um detalhe só reforçou a crença no suposto milagre: a escada tem 33 degraus, a idade de Cristo.

O caso nunca foi investigado pelo Vaticano, mas a lenda ganhou vida.

A cada ano, cerca de 200 casais escolhem a capela - e a escada - como cenário de casamento.


(autor desconhecido)


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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

by NELSON NATALINO




Nó(s)


Alguma coisa tem marcado a ferro, fogo e brasa minha alma perdida, que outrora se perdeu de amores em olhos claros de auroras distantes. Quando depositavas gotas de amor nos meus lábios, quando ouvias as notas que formavam a música das nossas vidas não ousavas acreditar que amar fosse tão fácil . Assim como não acreditaste que despedida se transmite com voz amarga de fel, nos momentos em que o verbo amar nega se fazer presente. E a vida se tinge de maresia e descaso, de orvalho na terra e olhar de desvario, de luar encoberto e de lábios cerrados, de chuva no zinco e de corpo molhado. Assim. Sem beira. Um nó desfeito.






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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

by NELSON NATALINO




Blog de Papel - Algumas novidades


Novidade 01 - Nosso site original no endereço www.blogdepapel.com.br, por ocasião do lançamento do livro, quando estavamos numa correiria danada eu e a Alê Felix, foi atacado por hackers e destruido quase que totalmente. Então resolvemos mudar para uma casinha alugada, que pode ser acessada pela url acima (será redirecionada) ou pelo endereço www.blogdepapel.zip.net, onde estamos hospedados sob a bandeira UOL.
Continuaremos postando lá, os 14 autores do Blog de Papel. Esperamos que os amigos que durante o ano de 2005 nos honraram com suas visitas no BdP, continuem nos prestigiando no novo endereço.

Novidade 02 - O BdP foi matéria ontem no suplemento de TV do jornal O ESTADO DE SÃO PAULO. Clique e leia a matéria.

Novidade 03 O Blog de Papel está indo para a sua segunda edição!

Parabéns à todos, escritores, ilustradores, leitores e à nossa editora Gênese!


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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

by NELSON NATALINO


Natalidade



A Lei nº 25 de 25 de dezembro de todo ano (originária em Belém, D.C.) dispõe sobre normas vividas por aqueles que um dia, guiados por uma estrela, chegaram a um estábulo deixando-se cativar pelo recém-nascido que ali estava.

Art. 1º - Todos os homens devem se respeitar mutuamente.
Parágrafo Único - É dever de todos promover a paz e uma vida mais humana.

Art. 2º - O verdadeiro amor é gratuito, não busca o prazer pessoal e sim o bem e felicidade do outro.

Art. 3º - O Natal é uma data em que o perdão e a solidariedade devem se fazer mais presentes na vida de cada um.

Art. 4º - Natal é tempo de acreditar nas pequenas coisas e de nascer de novo.

Art. 5º - A partir desta data fica estipulado que:
a. nosso sorriso não tem endereço certo;
b. nossas mãos podem carregar os mais fracos e conduzir aqueles tateiam no escuro;
c. nossos pés devem caminhar em direção ao outro para acolhê-lo;
d. nossos olhos precisam enxergar a criança faminta, o amigo angustiado, o velhinho desamparado.

Art. 6º - O Natal é Cristo fazendo nascer em cada homem um coração novo com o sentimento da esperança.

Parágrafo Único - Todo aquele que crê n'Ele deve libertar-se do homem velho, rancoroso e triste que existe em si próprio.

Art. 7º - O Natal marca o início de uma era onde a Fé, a Esperança e o Amor são os critérios básicos para se construir um mundo melhor.

Art. 8º - Fica decretado que o Natal será como a alegria imensa de vidas que renascem e se renovam.

Art. 9º - O tempo de duração do Natal compreende o período de 25 de dezembro deste ano até 24 de dezembro do próximo ano.

Art. 10º - Esta lei entrará em vigor a partir do momento em que as pessoas tomarem conhecimento da mesma.

Art. 11º - Faça-se cumprir esta lei e revoguem-se todas as disposições em contrário.
Parágrafo Único - Feliz Natal! Hoje e sempre!

Autor Desconhecido




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Sábado, Dezembro 03, 2005

by NELSON NATALINO


Revisitando Palavras ao Vento


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A palavra soa frágil na ponta rollerball da minha Bic cristal.
Talvez, para que ganhasse credibilidade, fosse necessária a intervenção de uma pena adornada pela pluma de um pavão, um tinteiro com tinta azul lavável, onde cuidadosamente a pena fosse mergulhada para transformar o azul royal líquido em palavra concreta, sob a tênue luz das velas espetadas em família de quatro no castiçal de prata escurecida.

Houvesse ainda o complemento de uma túnica em tons de cinza jogada sobre o meu corpo magro, uma toalha de organdí puída pelo tempo estendida sobre a mesa, livros com seus títulos escondidos sob uma camada de poeira, chinelos com solado de couro e um globo com o velho Mediterrâneo voltado para a face norte, talvez se concedesse mais propriedade às palavras, antes que elas adentrassem no túnel infinito dos meios magnéticos.


Nós, os deuses mortais de carne, reinventamos a comunicação, o tempo e o meio.
Revisitamos a vida.
Reinventamos o jeito, onde sussuramos palavras digitais que se espalham em tempo real através de um megafone universal do tamanho do mundo.

Hoje, as palavras jogadas ao vento, desabam nas mesas de presidentes e sheiks, monarcas e putas, padres e donzelas e loucos, vagabundos e burocratas, enfim... se espalham como fogo na pólvora, sem bater na porta, sem pedir licença, sem aquele velho bornal encardido do mensageiro.


Nós reinventamos o papel do papel.


Mero figurante, se rende, humilde, sujeitando-se a ser tão somente eventual e reles portador das palavras.
Saudosista e melancólico estende seus olhos para trás e relembra o romantismo das cartas perfumadas entregues sorrateiramente.



Não é dado o direito, nem a mim nem a ninguém, a nenhum dos deuses mortais, do atrevimento de soprar e apagar as velas dos velhos castiçais. Não.

O tempo consome a vela.

Entre seitas, dógmas e parábolas, algum dia, um ancião, venerado entre os deuses, arrastará sua cadeira , riscando o assoalho com um rangido estridente, para sentar-se, escrever suas últimas palavras num velho e tosco caderno amarelado, fechará os olhos e aguardará que suas palavras ganhem a eternidade e a posteridade.
Quando o vento bater entre os espaços da veneziana, se dará ao trabalho que não nos é permitido.
E das trevas sempre se fará luz.






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Quinta-feira, Novembro 24, 2005

by NELSON NATALINO


BdP na Europa

Incrível!

O Milton gostou tanto da brincadeira que engatou uma 5ª, encheu uma mala com exemplares do Blog de Papel e organizou o lançamento do livro na Europa.



A programação é a seguinte:

25/11- Madrid
27/11- Roma
29/11 - Verona
30/11 - Veneza
2/12 - Riva del Garda
4/12 - Milão

Quer os endereços? Ele promete divulgá-los.




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Quarta-feira, Novembro 23, 2005

by NELSON NATALINO


Falando ainda sobre o Lançamento do BdP / SP





Tá bom, tá bom. Dei uma passada geral nos blogs do pessoal e tá todo mundo falando.
Fiquei morrendo de inveja, confesso. Tentei evitar, mas não consigo ficar sem falar sobre o lançamento do BdP na Primavera dos Livros em São Paulo.

Foi do caráleo conhecer esse pessoal todo que participou conosco desse projeto. Eu me senti gratificado por poder estar ao lado dessa gente simpática, inteligente (e como disse o Inagaki, parafraseando o Lulú), fina, elegante e sincera. Andamos pela Paulista, tomamos cerveja, rimos e nos divertimos a valer.
Na Oca o entrosamento foi tanto que parecia ser um grupo que se conhecia há décadas! Poucos ali já haviam estado juntos pessoalmente alguma vez na vida. O astral do grupo ultrapassava as galáxias tantas vezes projetadas no teto do Planetário.
Notei que algumas pessoas que vinham colher os autógrafos, do Ina, do Marco Aurélio, da Fal, olhavam para eles como se olha para ídolos e saiam lendo seus autógrafos como se levassem junto com o BdP um troféu.
Nelson Moraes. Ah! Xará! Você e o Milton só poderiam ter esse sorriso largo e sincero que exibiram o tempo todo, aliado ao bom humor , carinho e solicitude que vocês distribuíram fartamente.

Mas... tem uma bronca para o Milton: Bah, Tchê! Deverias ter trazido as gurias Ticcia e Ane Aguirre! Guardaste a beleza delas só pra ti, guri!

Por outro lado, tenho que agradecer uma coisa a vocês: Terem me apresentado essa figura sensacional que é o Luiz Biajoni. Esteve o tempo todo com o pessoal do BdP e não deixou a peteca cair um instante sequer, tendo sempre uma frase, uma brincadeira ou uma piada muito bem colocados no momento exato. Você que está lendo este post, divirta-se lendo a saga do Biajoni para chegar até a Primavera do livro. (Tem um título simples: primavera dos... [ou] o auto do compadecido [ou] um bando de gente boa e a falta de energia que uma noite mal dormida provoca [ou] alakazan, bom mesmo é coca com rum: bebida de capitalista e bebida de pirata) Leia. Vale a pena.

Arquimimo Novaes! Mestre. Com seu jeitinho tímido, chegou quietinho do Rio e conquistou a todos que com ele estiveram. Este também estampa no rosto um sorriso sincero, daqueles que sabem ser amigos. O Marco Aurélio Brasil, chegou um pouco mais tarde, mas reinou soberano desde que chegou. Esteve sempre nas ¿alturas¿.

Maira Parula e Edson Marques, meu caros, vocês não sabem o que perderam... De vocês ficou o desejo de abraçá-los pessoalmente.

Eu e o Fábio Danesi de repente nos pegamos falando de um amigo do peito em comum. O Dennis D., que para minha honra ilustrou meu conto. Não fosse o impedimento da sua editora, teria também participado como escritor (exímio que é nesse mister) ¿ esse, embora estivesse aqui ao nosso lado, tínhamos certeza de que não viria ao encontro, avesso que é a público que exceda duas pessoas numa mesa com uma boa garrafa de bourbon Blanton's ao centro.

Não poderia deixar de citar aqui a presença das duas competentíssimas ilustradoras : Pierella Bedoyan ( ilustrou o conto do Milton) e Isabelle Seixas (autora da capa do BdP) que certamente deram um toque especial ao emprestar sua beleza para as fotos junto ao pessoal.

Gostaria também de registrar o meu agradecimento ao Pessoal do Grupo Câmaradagem ( Nélio, Ronnie, Davi, Pietro, Giovanna, Kaio, Carla, Joel, regidos por Vitor Castellano) que nos brindaram com sua música, à Tereza que se desdobrou para que o pessoal pudesse se apresentar e também à Bianca, minha fotógrafa oficial, que clicou com competência todos os momentos desse encontro.

Finalmente, resta um agradecimento especial à Alê Felix, que como boa anfitriã, soube nos acolher e reunir dentro dessa casinha de letras chamada Blog de Papel.



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by NELSON NATALINO


Mude e Marque


Pegando uma carona no tema predileto do meu amigo Edson Marques, reproduzo texto enviado pelo meu afilhado na blogsferaFernando Zen

Ah! Importante! O texto MUDE de Edson Marques, atribuido à Clarice Lipector indevidamente, foi publicado pela primeira vez em livro, no nosso Blog de Papel e não tem nada a ver com o texto publicado logo abaixo, exceto o tema. Aí está mais uma forte razão para que você compre o Livro.

Bem vamos ao texto:

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar
(ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar
de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...
São apagados de sua noção de passagem do tempo...

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir-as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de
novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M ( Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências
diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais
longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.


Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de são Paulo)





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by NELSON NATALINO


Lancamento do BdP em Sampa

No sábado tivemos o lançamento do BdP em São Paulo. Foi gratificante ver o livro tornar-se realidade e principalmente conhecer pessoalmente os autores que lá estiveram.

A Bianca foi minha fotógrafa especial para documentar a noite de autógrafos.

Se quiser ver as fotos, é só clicar aqui.


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Quarta-feira, Novembro 16, 2005

by NELSON NATALINO


LANÇAMENTO DO BLOG DE PAPEL EM SÃO PAULO

É neste sábado, no Ibirapuera!

Clique aqui e veja as fotos do lançamento em PORTO ALEGRE no sábado passado. As fotos são do acervo da Ane Aguirre.

Debate sobre literatura na Internet na Feira do Livro de Porto Alegre



Próximas cidades onde teremos o lançamento do BdP

FLORIANÓPOLIS-SC

Dia 16 de Novembro (quarta-feira), às 19 horas na Livraria Catarinense
Shopping Beiramar - Piso Joaquina - Lojas 247 e 248
Fone Geral: (48) 3271-6000



CURITIBA-PR

Dia 17 de Novembro (quinta-feira), às 19 horas na Livraria Curitiba
Shopping Curitiba - Piso L1 - Loja 126 - Batel
Telefone: (41) 3219-5560


GOIÂNIA - GO

Dia 18 de Novembro (sexta-feira), às 19 horas na
Livraria Siciliano - Flamboyant Shopping Center.
Av. Jamel Cecílio, 3300 - Piso Térreo.
Tel.: (62) 546-2094

SÃO PAULO



VOCÊ ESTÁ CONVIDADO - COMPAREÇA!!!


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